Latinoware 2017 https://2017.latinoware.org 14º Congresso Latino-americano de Software Livre e Tecnologias Abertas Fri, 20 Oct 2017 19:00:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.9 Balanço Final: Latinoware 2017 mostra como a robótica pode melhorar a educação https://2017.latinoware.org/latinoware-2017-mostra-como-a-robotica-pode-melhorar-a-educacao/ Fri, 20 Oct 2017 18:30:46 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10420 Leia mais]]>

Dos mais de 200 assuntos debatidos pelos mais de 4,5 mil nerds, professores, estudantes e interessados em novas tecnologias, vindos de várias partes do Brasil e dos países vizinhos, durante os três dias do 14º Congresso Latino-Americano de Software Livre e Tecnologias Abertas (Latinoware), realizado essa semana na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, um dos temas que mais chamou a atenção do público foi como as robótica livre pode melhorar a educação, sobretudo, da infantil. A falta da privacidade, a necessidade de cuidar da segurança digital, os males provocados pelo uso excessivo das redes sociais e a presença cada vez mais fortes dos Objetos Físicos Autônomos conectados à Internet, chamados de OiT – Internet das coisas – também foram extensamente debatidos no Congresso promovido pela Itaipu Binacional e pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

 “Sempre tivemos robótica no Latinoware, mas este ano, conseguimos mostrar como ela pode ajudar a melhorar a educação tradicional e, ainda, preparar, as crianças para o futuro. Em breve, todos precisarão entender de programação”, Marcos Siriaco Martins, um dos coordenadores do evento.

Segundo o gerente de Tecnologia da Informação e Comunicação do PTI, Carlos Araújo, através da robótica é possível motivar as crianças a se interessarem em tecnologia. “Ela é transversal, não se restringe mais ao profissional de Tecnologia da Informação. Está em tudo. E começar a preparar as crianças para esse novo mundo é, sem dúvida, um das grandes missões do Latinoware”.

Na prática

Um dos exemplos que já está gerando frutos numa escola pública de Cascavel é o “Robótica Aloys”. Ele ensina matérias tradicionais como matemática e até português através da robótica. O projeto começou com a proposta de melhorar a frequência dos alunos nas aulas de reforço, mas acabou sendo incluído na grade curricular. “Precisávamos aumentar a participação e o interesse nas aulas, além de estimular o aprendizado. Lembramos de uma oficina de robótica do Latinoware, há alguns anos, e resolvemos colocá-la em pratica. E deu certo”, contou o instrutor Thiago Sodré. Desde que comecei a participar das atividades de robóticas, passei a gostar mais das aulas, até, das de matemática. Agora só tiro 100”, contou Mirian Alves, de 10 anos.

O “Jabuti Edu” é uma outra proposta. Depois de montado ele é acessado e operado, por um celular, computador ou notebook. Do próprio celular, alunos a partir de quatro anos conseguem aprender de forma lúdica matemática, português, programação, informações de transito, noção de direita e esquerda, idiomas e até fazer desenhos. E no “coração” do Jabuti, há um computador, com mais de 150 softwares educativos, que pode ser acessado até pela televisão. O manual e o todo o sistema operacional pode ser baixado, gratuitamente, do portal www.jabutiedu.org e, depois, impresso numa impressora 3D. Tudo não sai mais que R$ 1 mil.

OiTs e Segurança

A falta da privacidade, a necessidade de cuidar da segurança digital, os males provocados pelo uso excessivo das redes sociais e a presença cada vez mais fortes do OiT – Internet das coisas – também foram extensamente debatidos.

Os OiTs, por exemplo, estão desafiando a perícia forense a criar novos mecanismos para investigar ataques e crimes digitais. Até pouco tempo, as invasões ocorriam apenas através dos computadores, nos sistemas Windows e Linux, e a perícia sabia como investigar. Mas como, atualmente, mais de 23 bilhões de dispositivos em todo o mundo estão conectados na internet, e com seus sistemas próprios, a polícia estuda novas formas de investigar os crimes. E eles estão em todos os lugares, são relógios, torradeiras, lâmpadas, sapatos, carros, marcapassos, câmeras, babás eletrônicas, entre outros. Em 2020, serão 50 bilhões.

Privacidade?

Esses equipamentos que facilitam a vida no dia a dia, como uma babá eletrônica, por exemplo, acabam tirando a privacidade. Quem nunca pensou: “Esse computador está lendo meus pensamentos? Eu pensei em comprar um tênis e, agora, a todo momento aparece uma propaganda de tênis na minha tela”. Realmente está lendo, não pensamentos, mas todos os hábitos, desejos e rotinas. O detalhe é que o computador não lê sozinho. Ele apenas reúne uma série de dados revelados pelos usuários em diversos dispositivos eletrônicos utilizados no dia a dia. “A cada vez que você acessa um desses equipamentos, está criando um perfil. E de certa forma, sua rotina e seus hábitos e, às vezes, até o número de passos que deu num dia, se tornam públicos. E as grandes corporações utilizam esses dados à favor delas”, disse Christiane Borges, mestre em Engenharia da Computação.

Para garantir um pouco de segurança e evitar ataques de hackers e espionagem , o analista de sistemas do Serviço Federal de Processamento de Dados, SERPRO, Deivi Kuhn, incentivou o uso de Softwares Livre. Segundo ele, quando se utiliza um software livre, a pessoa ou a empresa é dona da informação. Ela sabe onde está sendo armazenada. Já no proprietário, os dados ficam escondidos e, ao mesmo tempo, abertos para o dono do software ou do governo aonde o servidor está lotado.

Um exemplo da fragilidade dos softwares proprietários, citado por Kuhn, foram os dados vazados por Edward Snowden, caso que ficou mundialmente conhecido. Até 2013, quando Snowden, ex servidor da CIA, divulgou informações sigilosas dos Estados Unidos e até conversas da ex-presidente Dilma Rousseff com seus principais assessores, todos tinham a sensação de privacidade.“Era apenas uma sensação de privacidade. Antes do Snowden muitas informações brasileiras já eram vazadas, frequentemente, da embaixada americana para o governo dos Estados Unidos. Claro, sempre em busca de vantagens”.

Ao vivo ou em 3D

Durante o Latinoware quem visitou o estande da Itaipu, na Trilha de Negócios, pode fazer um viagem pela usina de Itaipu sem sair do local. Os participantes fizeram um passeio em realidade virtual à hidrelétrica através de óculos de realidade virtual (VR, da sigla em inglês virtual reality). E quem optou por conhecer a Usina ao vivo, bem real, teve desconto. Os mais de 4,5 mil participantes do Latinoware tiveram desconto de 50% nas visitas aos atrativos do Complexo Turístico Itaipu.

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Latinoware promove mudança de vida dos participantes https://2017.latinoware.org/latinoware-promove-mudanca-de-vida-dos-participantes/ Fri, 20 Oct 2017 18:24:54 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10418 Leia mais]]> O Congresso Latino-Americano de Software Livre e Tecnologias Abertas (Latinoware), considerado maior evento do gênero da América Latina, promovido há 14 anos pela Itaipu Binacional e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), dentro da Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu, tem promovido mudanças na vida dos participantes.

Para um dos coordenadores do evento Marcos Siriaco Martins, mais que falar sobre tecnologia, softwares, segurança, hardwares e até de robótica, o Latinoware é um evento humano. Ele mexe com as pessoas. “É viciante. Transforma a vida das pessoas”, disse.

A técnica administrativa da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Rosa Reis participa do evento há 13 anos. “Aqui a gente aprende. Conhece pessoas. Parece uma grande família, onde todo ensina e todo mundo aprende, sem hierarquia”.

Segundo o coordenador de programação do Latinoware, Duda Nogueira, uma palavra escutada no Latinoware pode influenciar a vida de um jovem para sempre, inclusive a escolher a profissão. “Com certeza muitos jovens nunca tinha ouvido a palavra “arduíno” ( é um microcomputador com hardware livre). Com certeza não vão esquecer. Vão pesquisar ainda mais sobre o tema”, completa.

Um deles será o acadêmico de Ciências da Computação, de Londrina, que veio ao Latinoware pela primeira vez e já vai começar a programar a próxima participação. “A variedade de temas debatidos nesses três dias foi sensacional. Tem assuntos de interesses para todos os gostos. Com certeza voltarei em 2018”.

Clodomir Maffiolete trabalha na área de software para o setor agrícola, em Ciudad del Este, no Paraguai. Ele participa do Latinoware há vários anos. Desta vez veio para buscar novas ideias e equipamentos mais modernos para oferecer aos clientes. “Aprendi muito. A Trilha de Negócios foi ótima para conhecer e ver o que há de novo no mercado”.

Boa ação

Parece simples, mas os participantes também ajudaram a Campanha Cuidando de Viver, que arrecada entre os empregados de Itaipu gelatina e suplementos para pessoas com câncer. Na Itaipu, a campanha conseguiu quase 950 quilos de gelatina e de suplementos na última edição, encerrada internamente em agosto. Todo este material – somado agora às doações do Latinoware – será encaminhado aos pacientes em tratamento de câncer em Foz do Iguaçu, Cascavel e

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Softwares Livres são considerados mais seguros que os proprietários https://2017.latinoware.org/softwares-livres-sao-considerados-mais-seguros-que-os-proprietarios/ Fri, 20 Oct 2017 15:09:46 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10390 Leia mais]]> O Software Livre foi apontado com uma das alternativas mais seguras contra ataques de hackers e espionagem durante o 14 Latinoware, que reúne mais de 4,5 mil nerds, até esta sexta-feira (20), na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu.

Segundo o analista de sistema do Serviço Federal de Processamento de Dados, SERPRO, Deivi Kuhn, quando se utiliza um software livre, a pessoa ou a empresa é dona da informação. Ela sabe onde está sendo armazenada. Já no proprietário, os dados ficam escondidos e, ao mesmo tempo, abertos para o dono do software ou do governo aonde o servidor está lotado. O software livre também é mais resistente aos vírus. “O SERPRO tem 7 mil computadores com sistema operacional Linux, desde 2004. Nunca tivemos problemas com vírus”, disse.

Um exemplo da fragilidade dos softwares proprietários, citado por Kuhn, foram os dados vazados por Edward Snowden, caso que ficou mundialmente conhecido. Até 2013, quando Snowden, ex servidor da CIA, divulgou informações sigilosas dos Estados Unidos e até conversas da ex-presidente Dilma Rousseff com seus principais assessores, todos tinham a sensação de privacidade.“Era apenas uma sensação de privacidade. Antes do Snowden muitas informações brasileiras já eram vazadas, frequentemente, da embaixada americana para o governo dos Estados Unidos. Claro, sempre em busca de vantagens”.

E de acordo com Kuhn esse é o grande perigo. Se uma empresa brasileira está desenvolvendo uma tecnologia e seus dados estão armazenados em um servidor da Microsoft ou Icloud, por exemplo, está compartilhando não apenas com a dona do servidor, mas com o governo americano. “É preciso ficar muito atento, pois, às vezes, o servidor está numa ilha X, com uma legislação que não conhecemos. No Software Livre isso não acontece”.

Outra alternativa para garantir a segurança é criptografar todos os programas e sistemas. E sobretudo, saber onde está armazenando as informações.

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Investigar crimes digitais nos IoTs é um desafio da Perícia Forense https://2017.latinoware.org/investigar-crimes-digitais-nos-iots-e-um-desafio-da-pericia-forense/ Fri, 20 Oct 2017 14:25:28 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10386 Leia mais]]> Os IoTs (objetos físicos autônomos conectados à internet), também chamados de “Internet das coisas”, estão desafiando a perícia forense a criar novos mecanismos para investigar ataques e crimes digitais. Até pouco tempo, as invasões ocorriam apenas através dos computadores, nos sistemas Windows e Linux, e a perícia sabia como investigar.

Mas como atualmente mais de 23 bilhões de dispositivos em todo o mundo estão conectados na internet, e com seu sistema próprio, a polícia estuda novas formas de investigar os crimes.

Segundo Gilberto Sudre, durante sua palestra no 14ºLatinoware, a União Europeia propôs uma estratégia de cibersegurança para computadores utilizados em infraestruturas críticas e está escrevendo novas regras e formas de investigação digital. “Os IoTs estão desafiando a perícia. Está sendo obrigada a se inventar”.

Essas regras, de acordo com o Sudre, precisam estar prontas o mais rápido possível, pois as invasões através dos IoTs estão cada vez mais comuns. Afinal, eles estão em todos os lugares e crescem em ritmo acelerado. Hoje estão presentes em 23 bilhões de equipamentos, como relógios, torradeiras, lâmpadas, sapatos, carros, marcapassos, câmeras, babás eletrônicas, entre outros. Em 2020, serão 50 bilhões.

Eles acabam sendo portas para hackers e ataques cibernéticos. “Como tem seus próprios sistemas, é mais difícil de ser instigado e saber de onde veio o ataque. Alguém imaginava que seus dados poderiam ser roubados através de um torradeira. Hoje isso é um realidade”, disse. Quando isso ocorre, a perícia, na maioria das vezes, precisa acessar o hardware do próprio dispositivo e até entrar em contato com o fabricante.

O que facilita a vida, também a expõe

Esses equipamentos que facilita a vida no dia a dia, como uma babá eletrônica, por exemplo, acaba expondo porque não tem seu software atualizado. E, de acordo com Sudre, não para por aí. Pelo menos metades dos smartphones do mundo todo estão com os sistemas operacionais desatualizados.

“Não faz muito tempo que hackers invadiram 465 mil marcapassos nos Estados Unidos. Os pacientes foram convocados a procurar seus médicos para fazer um upgrade do software. Então, o que facilita a nossa vida, também nos expõe”.

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Passar muito tempo nas redes sociais pode levar ao suicídio, alerta especialista https://2017.latinoware.org/passar-muito-tempo-nas-redes-sociais-pode-levar-ao-suicidio-alerta-especialista/ Fri, 20 Oct 2017 13:42:56 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10384 Leia mais]]> “Passar muitas horas do dia nas redes sociais pode provocar depressão, sobretudo, entre os jovens, e até levar ao suicídio”. Esse foi o alerta da fundadora do projeto “Proteja seu filho na Internet”, Gracielle Torres, durante uma palestra sobre o “Baleia Azul”, no 14º Congresso Latino-Americano de Software Livre e Tecnologias Abertas (Latinoware), que reúne até esta sexta-feira (20), 4,5 mil participantes, na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu.

Existe toda essa preocupação porque atualmente, segundo Gracielle, as pessoas estão preferindo o mundo virtual ao real. Há pelo menos 100 milhões de brasileiros conectados ao Whatsapp. Sem contar em outras redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat. Ela chamou a atenção para o Whatsapp porque tem sido o “caminho” mais rápidos para os criadores da ação criminosa “Baleia Azul” chegarem aos adolescentes. “Não posso dizer que é um jogo. É uma atividade criminosa que incentiva os jovens a passarem por 50 desafios, incluindo automutilação. Vence quem cumpre a última etapa, o suicídio. Seria vencer ou definitivamente perder?”.

E o Baleia Azul se tornou tão popular devido a necessidade dos jovens de serem desafiados. “Eles adoram um desafio. Essa é a grande “pegada” do jogo. Os adolescentes querem mostrar a todo o momento que são corajosos”.

Porque participar do Baleia Azul

Segundo Gracielle, os jovens acabam entrando no “jogo” por estarem ficando cada vez mais isolados da família e dos amigos. O comportamento social está mudando. Muitas famílias chegam a trocar mensagens dentro da própria casa. Amigos e até namorados preferem enviar uma mensagem a ligar um para o outro. E esse isolamento, no início, inofensivo, começa a provocar depressão. “As pessoas estão deixando de sair para conversar para ficar em casa conectados nas redes sociais”, alerta. E complementa: “A tecnologia, hoje absolutamente presente na vida das pessoas, não é prejudicial, mas sim o uso inadequado e desmedido que se faz dela. As crianças estão cada vez mais distantes do convívio social e esse isolamento pode ser muito perigoso”.

Outro efeito muito comum é o da inferioridade. Como a maioria das pessoas só posta coisas legais na internet, quem está do outro lado começa a achar que a vida dele não tem graça. E, desencadeia uma quadro de tristeza e depressão, ficando vulnerável as quadrilhas.

E ela deixou um alerta: “Pais, fiquem atentos ao comportamento dos filhos. Não é porque estão no quarto, estão seguros. Conversem mais. Se perceberem que os sorrisos estão diminuindo ou diálogo está mais escrito que falado, procure ajuda de um especialista”.

 

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Criatividade e marketing de conteúdo são as novas ferramentas corporativas https://2017.latinoware.org/criatividade-e-marketing-de-conteudo-sao-as-novas-ferramentas-corporativas/ Fri, 20 Oct 2017 12:21:59 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10403 Leia mais]]> Em tempos de redes sociais, empresas precisam se destacar para um público online que divide a atenção entre vídeos de gatinhos e textões. Essas pessoas querem ser impactadas de uma forma diferente, por isso a necessidade de o mundo corporativo se reinventar.

Durante a 14ª Latinoware, a ex-produtora de conteúdo para o Youtube, Marina Soares Porto, trouxe o tema à tona. Em sua palestra “Comunicação, Networking e Criatividade – amigo ou inimigo”, a Social Media abordou como tornar o conteúdo empresarial relevante no meio de tantos “caça likes”.

“Às vezes, a pessoa é uma excelente profissional, mas não sabe expressar suas opiniões de maneira clara e sucinta. A partir do momento que ela desenvolve a habilidade da comunicação e tem o âmbito criativo mais ampliado, o futuro da carreira se torna muito mais promissor”, inicia Soares.

A nova forma de criar conteúdo vem de encontro com a nova forma de consumo. Mais valores e ideias, menos “comprar por comprar”, por isso a necessidade de “falar essa linguagem, simplificada e que eles [consumidores] possam entender”.

Em contrapartida, como ser destaque em plataformas com milhões de usuários, onde, por exemplo, são carregadas mais de 100 horas de vídeos por minuto? A sugestão de Marina é simples: “Criatividade não é seguir o que as outras pessoas fazem. O conteúdo precisa fazer a pessoa pensar”. Isso é confirmado pelos dados do Youtube de 2017, revelando que 30% de seus usuários mensais (cerca de 30 milhões de brasileiros) esperam um conteúdo autêntico.

A palavra-chave é “paciência”, mas com a promessa de que vai valer a pena! “Mais vale você batalhar para ter o seu público cativo organicamente do que você crescer por meios pagos e de maneiras esdrúxulas. É isso que eu vim deixar claro”, defende a palestrante.

Fonte: PTI

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O legado do Latinoware: Projeto de robótica beneficia centenas de crianças cascavelenses https://2017.latinoware.org/o-legado-do-latinoware-projeto-de-robotica-beneficia-centenas-de-criancas-cascavelenses/ Thu, 19 Oct 2017 18:38:37 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10374 Leia mais]]> As palestras e os cursos realizados durante as 14 edições do Latinoware – Congresso Latino-Americana de Software Livre – já incentivaram a abertura de empresas, desenvolvimento de programas e criação de aplicativos, mas uma oficina de robótica em 2014, foi especial. Ela inspirou um grupo de professores de Cascavel, cidade a 140 quilômetros de Foz do Iguaçu, a contribuir com o desempenho escolar de centenas de alunos da Escola Municipal Aloys João Mann. Eles criaram o projeto Robótica Aloys, que através da robótica ensina matérias tradicionais como matemática e até português.

Ele começou com a proposta de melhorar a frequência dos alunos nas aulas de reforço, mas acabou sendo incluído na grade curricular. “Precisávamos aumentar a participação e o interesse nas aulas, além de estimular o aprendizado. Lembramos da oficina de robótica do Latinoware e resolvemos colocá-la em pratica. E deu certo”, contou o instrutor Thiago Sodré.

E este ano, um grupo de 16 estudantes beneficiados pelo Robótica Aloys veio ao Latinoware para conhecer onde tudo começou. “Desde que comecei a participar das atividades de robóticas, passei a gostar mais das aulas, até, das de matemática. Agora só tiro 100”, contou Mirian Alves, de 10 anos. Opinião semelhante é de Pedro Bica, também de 10 anos. A gente aprende brincando. Conseguimos dar vida a coisas do nosso dia a dia”, disse. A última invenção, foi uma espécie de trator, chamado de taturana, controlado por um aplicativo de celular. “É como se fosse um carrinho de controle remoto, mas muito mais moderno e, o melhor, feito por mim”, contou o garoto.

Segundo Sodré, as notas deles não melhoraram por acaso. A robótica, ciência e técnica da concepção, construção e utilização de robôs, estimula o calculo, a lógica e a memória a curto, médio e a longo prazo. Até aprimora o desenho da letra, pois de maneira implícita é possível fazer links com diversos conteúdos programáticos. “Durante a atividade não preciso dizer, vamos estudar geometria, mas conseguimos falar das figuras geométricas. Estudamos física, quando testamos os conectores elétricos”, concluiu.

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De vilão a mocinho: Especialista ensina como usar celular em sala de aula https://2017.latinoware.org/de-vilao-a-mocinho-especialista-ensina-como-usar-celular-em-sala-de-aula/ Thu, 19 Oct 2017 18:19:46 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10368 Leia mais]]> O uso do celular em sala de aula sempre foi considerado um problema por milhares de professores. Mas de vilão, ele pode se tornar o mocinho, se o professor aliá-lo como ferramenta de ensino. Essa é uma das propostas da Plataforma Jabuti Edu, apresentada pelo especialista em robótica educacional Eloir Rockenbach, nesta quinta-feira (19), durante o 14 º Congresso Latino-Americana de Software Livre – Latinoware, na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu. Nesta sexta-feira (20), um grupo de 30 professores de escolas públicas de Foz vão participar de uma oficina sobre como utilizar o Jabuti Edu durante suas aulas.

O Jabuti Edu é um robô. O manual e o todo o sistema operacional pode ser baixado, gratuitamente, do portal www.jabutiedu.org e, depois, impresso numa impressora 3D.

Após a montagem, o Jabuti é acessado e operado, por um celular, computador ou notebook. Do próprio celular, alunos a partir de quatro anos conseguem aprender de forma lúdica matemática, português, programação, informações de transito, noção de direita e esquerda, idiomas e até fazer desenhos. E no “coração” do Jabuti, há um computador, com mais de 150 softwares educativos, que pode ser acessado até pela televisão.

“É um sistema simples, mas que pode fazer toda a diferença em sala de aula”, explicou Rockenbach. E completou: “Os estudantes podem aprender brincando ou brincar aprendendo”.

A proposta do Jabuti é modernizar a educação, pois sua operacionalização é bem didática. “Além das disciplinas tradicionais, é possível preparar as crianças para um futuro próximo, onde precisarão entender de programação”, defende.

Custo

Embora o sistema esteja disponível de graça na internet, poucas escolas brasileiras utilizam o Jabuti Edu. “No Paraná, apenas duas escolas de Cascavel estão usando o Jabuti Edu. Gostaríamos que mais instituições entendessem a importância de reunir o digital e o físico”.

Embora os softwares sejam gratuitos, a montagem custa entre R$ 800 e R$ 1000. Também há opção de encomendar tudo. O valor é de R$ 1,450.

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Avanços e adversidades do Marco Civil da Internet são debatidos no 14º Latinoware https://2017.latinoware.org/avancos-e-adversidades-do-marco-civil-da-internet-sao-debatidos-no-14o-latinoware/ Thu, 19 Oct 2017 17:24:26 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10406 Leia mais]]> A palestra “Avanços e Retrocessos do Marco Civil da Internet”, realizada na quarta-feira (18), explorou algumas questões deixadas em aberto pela legislação diante dos avanços da tecnologia. Ministrada pelo advogado e professor Gustavo Gobi Martinelli, a palestra integrou o cronograma de atividades do 14º Congresso Latino-Americano de Software Livre (Latinoware), realizado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

O Marco Civil da Internet é a lei que regula o uso da Internet no Brasil, mediante a previsão de princípios, garantias, direitos e deveres dos seus usuários, englobando também a determinação de diretrizes para a atuação do Estado. Desenvolvido originalmente em 2009, como um projeto colaborativo por meio de um debate aberto em um blog, foi aprovado na Câmara dos Deputados em 2014 e, em seguida, sancionado como lei. Seu texto aborda temas como a privacidade, responsabilidade de conteúdo, guarda de logs e a neutralidade de rede.

No entanto, conforme apresentou Martinelli, as alterações provocadas pelo Marco em procedimentos, que já eram adotados pela Justiça Brasileira, geraram debates sobre o uso da Internet. Questões como a legitimidade das autoridades perante o conteúdo compartilhado, e a real segurança dessas informações, foram algumas das pontuações feitas pelo palestrante, que trabalha atualmente na área do Direito Digital.

“O Marco Civil trouxe um pouco mais de burocracia para conseguir informações que auxiliam, por exemplo, a própria polícia em uma investigação criminal”, citou Martinelli. “Agora, é necessário que o delegado faça uma representação judicial, que vira um processo a ser encaminhado para um juiz, que irá decidir ou não se irá conceder as informações, para que ele possa prosseguir com sua investigação”, ressaltou.

Outro exemplo comum dos entraves enfrentados pelo Poder Judiciário e a Internet envolve o debate entre o acesso a informações para investigações versus a criptografia de dados. “O Poder Judiciário brasileiro aceita a desculpa tecnológica do WhatsApp de que não podem entregar dados, ou não há a retenção dos mesmos”, exemplifica Martinelli. “É um argumento tecnológico que derruba todo o Estado de seu direito frente a um argumento jurídico. Essa é  uma questão que o Marco Civil poderia tratar de forma mais efetiva para propiciar a continuidade de investigações”, completou.

Para Martinelli, uma das maneiras de tornar o Marco Civil mais eficaz em sua aplicação envolve pontos como a “desburocratização” de procedimentos a serem adotados em casos de investigações criminais. Aponta também a manutenção do tempo de guarda de logs do que atualmente consta em decisão pelo Supremo Tribunal Federal – três anos, período que vai de encontro ao tempo permitido por lei para dar entrada em processos por danos morais sofridos por usuários na Internet.

O palestrante reforçou também que as pessoas procurem saber mais sobre o que o Marco Civil representa para descobrirem quais são os seus reais direitos em relação à lei. “O corte de dados ao atingir o limite da  franquia da sua operadora telefônica é expressamente proibido pelo Marco Civil, mas isso acontece”, apontou Martinelli. “O código de computador pode fazer mais lei do que o código de letra”, concluiu.

Fonte: PTI

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“Agent”, um semáforo inteligente que reage ao fluxo de veículos https://2017.latinoware.org/agent-um-semaforo-inteligente-que-reage-ao-fluxo-de-veiculos/ Thu, 19 Oct 2017 17:16:19 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10365 Leia mais]]> “Agent”, um semáforo multitarefas, pretende revolucionar e melhorar o trânsito nas principais cidades do Brasil e do mundo. Ele já está em teste há 3 anos em Ivaiporã, uma cidade de 32 mil habitantes a 450 quilômetros de Foz do Iguaçu. Desde sua implantação conseguiu melhorar em 49% o fluxo do trânsito no município e reduzir o número de acidentes.

Segundo seu criador, o cientista da computação, Aleksandro Montanha, hoje são muito utilizados os semáforos inteligentes pré-programados, ou seja, ajustados para ficar mais tempo aberto ou fechado em determinado horário. O “Agent” é diferente. Reage em tempo real conforme o fluxo de veículos. “Ele pode fechar a qualquer momento, pois controla quanto tempo determinado grupo de veículos levará para fazer o cruzamento. Inclusive emite som e fecha se há pessoas atravessando a rodovia”, explicou.

Mas o “Agent” não é apenas um semáforo capaz de controlar o transito. Como é feito com lâmpadas de LED, pode ser transformado em placas de sinalização e também num roteador de internet. Ele conta com placa wifi com alcance de até 180 metros.

Ele pode ainda ser um “guarda” de trânsito, capaz de filmar, inclusive, os veículos que desrespeitarem a faixa de pedestre ou avançarem o sinal vermelho. E no caso de acidente, é possível fazer reconstituir em 3D.

Todo o funcionamento do “Agent” foi apresentado durante o Latinoware 2017, em Foz do Iguaçu.

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PTI é representante do Linux Professional Institute na Tríplice Fronteira https://2017.latinoware.org/pti-e-representante-do-linux-professional-institute-na-triplice-fronteira/ Thu, 19 Oct 2017 15:17:20 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10400 Leia mais]]> O convênio entre o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e o Linux Professional Institute (LPI) para a formação de pessoas em software livre na região da Tríplice Fronteira foi formalizado nesta quinta-feira (19). A partir de então, o Centro Latino-Americano de Tecnologias Abertas (Celtab) do PTI atua na região como representante do LPI.

A assinatura do convênio entre as duas instituições ocorreu um ano após o início da parceria, firmada durante o 13º Congresso Latino-Americano de Software Livre – Latinoware 2016. Durante todo o ano, foi estruturado um plano de ações para as capacitações, que têm como objetivo a geração de renda na Tríplice Fronteira.

O diretor de relacionamento com comunidade do LPI, Cesar Brod, contou que trabalha para o Latinoware desde a primeira edição do evento, quando o PTI ainda estava sendo implementado. “Desde aquela época estávamos sempre pensando em como melhorar a questão da geração do emprego e renda, não só para a região, mas para todo o Brasil. Mas, em especial pela localização do PTI e da Itaipu, trabalhar esse território”, afirma.

O convênio entre o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e o Linux Professional Institute (LPI) para a formação de pessoas em software livre na região da Tríplice Fronteira foi formalizado nesta quinta-feira (19). A partir de então, o Centro Latino-Americano de Tecnologias Abertas (Celtab) do PTI atua na região como representante do LPI.

A assinatura do convênio entre as duas instituições ocorreu um ano após o início da parceria, firmada durante o 13º Congresso Latino-Americano de Software Livre – Latinoware 2016. Durante todo o ano, foi estruturado um plano de ações para as capacitações, que têm como objetivo a geração de renda na Tríplice Fronteira.

O diretor de relacionamento com comunidade do LPI, Cesar Brod, contou que trabalha para o Latinoware desde a primeira edição do evento, quando o PTI ainda estava sendo implementado. “Desde aquela época estávamos sempre pensando em como melhorar a questão da geração do emprego e renda, não só para a região, mas para todo o Brasil. Mas, em especial pela localização do PTI e da Itaipu, trabalhar esse território”, afirma.

Com a criação do Celtab no PTI e, desde que, há dois anos, Cesar entrou para a equipe do LPI, ele conta que tiveram início as discussões para formar uma parceria entre as duas instituições, de natureza social e sem fins lucrativos, que buscam a formação de pessoas e a geração de emprego e renda.

“A partir desse contrato, o Celtab passa efetivamente a ser o LPI para a Tríplice Fronteira. O LPI define os tópicos de formação profissional, e o Celtab vai transformá-los em formação e capacitação de pessoas para serem oficialmente certificadas como profissionais em software livre”, explica o diretor do LPI. Segundo ele, essa é a maior parceria global do Linux Professional Institute.

“Esse convênio vai possibilitar que o PTI, como instituição, tenha um impacto maior na comunidade de Tecnologia de Informação, e vincula o nome do Parque à comunidade de software livre. Também vai fomentar novos negócios e elevar o nível técnico da equipe”, comentou o gerente do Celtab, Miguel Diogénes Matrakas.

Participaram da assinatura do convênio o diretor superintendente do PTI, Ramiro Wahrhaftig, o diretor administrativo-financeiro do PTI, João Biral Junior, o diretor técnico do PTI, Claudio Issamy Osako; além do diretor do conselho do Instituto Linux Professional e presidente da OptDyn, Jon “Maddog” Hall.

Fonte: PTI

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Participantes do Latinoware aderem à campanha da gelatina https://2017.latinoware.org/participantes-do-latinoware-aderem-a-campanha-da-gelatina/ Thu, 19 Oct 2017 15:04:36 +0000 https://2017.latinoware.org/?p=10358 Leia mais]]> Os mais de 4,2 mil nerds, curiosos, professores, estudantes e interessados em novas tecnologias, vindos de várias partes do Brasil e dos países vizinhos para participar até sexta-feira (20) do 14º Congresso Latino-Americana de Software Livre – Latinoware, na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, estão aderindo à campanha de arrecadação da gelatina. E já estão fazendo a doação do produto.

As gelatinas doadas serão encaminhadas a pacientes em tratamento de câncer, em Foz do Iguaçu, Cascavel e Curitiba.

“Não é uma obrigação, mas pedimos a todos os participantes que doem pelo menos duas caixinhas. É uma ação simples, mas que faz toda a diferença na vida das pessoas em tratamento contra o câncer”, explica Marcos Siriaco Martins, da comissão organizadora.

O estudante de Videira (SC), Fabiano Fagundes fez questão de trazer a gelatina. Um tio dele teve câncer e depois das sessões de quimioterapia e radioterapia só conseguia comer gelatina. “É a segunda vez que participo do evento e contribuo com a campanha. Sei o quanto é importante para quem está sofrendo com a doença. Todos devem colaborar”.

Instituições

Este ano, as gelatinas arrecadas serão encaminhadas para a Casa de Apoio ao Paciente de Câncer (UOPECCAN), em Cascavel; Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba e, Casa de Apoio Espaço Esperança, Centro de Oncologia do Hospital Ministro Costa Cavalcanti e Associação de Amparo aos Idosos de Foz do Iguaçu (Lar dos Velhinhos), em Foz do Iguaçu.

Por que gelatina?

A gelatina é importante por ser o principal ou o único alimento ingerido por pacientes durante tratamento contra o câncer. Pois, além da falta de apetite e náuseas, tanto a radioterapia como a quimioterapia podem provocar lesões nas mucosas, principalmente, na boca, dificultando a deglutição de alimentos sólidos, quentes e ácidos. Pessoas que passaram por cirurgias da boca e de pescoço também tem as mesmas dificuldades. Sendo assim, a gelatina é uma grande aliada para alimentar os pacientes.

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